Glândula de Bartholin · Aracaju, SE

Bartolinite: entenda,
identifique e trate certo

Aquele caroço dolorido na entrada da vagina tem nome, tem explicação e tem tratamento. Nesta página você entende o que é a bartolinite, como identificar os sinais e qual é a conduta adequada para cada caso.

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Dra. Mila Cintra — Pioneira em Ginecologia Estética e Funcional em Sergipe. Formada pela UFS, com residência em GO em SP e 3 pós-graduações.

"Dor íntima não é algo para aprender a conviver — é algo para entender e tratar."
— Dra. Mila Cintra

O que é a glândula de Bartholin

As glândulas de Bartholin são duas pequenas glândulas localizadas na entrada da vagina, uma de cada lado. A função delas é nobre: produzir a lubrificação natural da região íntima. Na maior parte da vida, você nem percebe que elas existem.

O problema surge quando o canal que drena a glândula obstrui. A secreção fica presa e forma um cisto — um nódulo que pode ser pequeno e indolor. Se esse conteúdo infecciona, instala-se a bartolinite (abscesso): dor intensa, inchaço e vermelhidão que costumam piorar em poucos dias.

É uma condição comum — estima-se que cerca de 2 em cada 100 mulheres terão cisto ou abscesso de Bartholin em algum momento — e não tem relação com falta de higiene. Pode acontecer com qualquer mulher, em qualquer fase da vida.

REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA · VISTA FRONTAL Clitóris Uretra Abertura vaginal Glândula de Bartholin tamanho de uma ervilha — normalmente não se sente Ducto de drenagem por aqui sai a lubrificação natural Pequenos lábios Grandes lábios Ducto obstruído a secreção não consegue sair Cisto / bartolinite volume irregular de um lado só, perceptível ao toque e ao sentar As glândulas ficam na parte inferior da entrada da vagina, uma de cada lado — na posição “4 e 8 horas”

No estado normal, a glândula tem o tamanho de uma ervilha e você não a percebe. Quando o ducto obstrui, a secreção fica retida e a glândula aumenta — formando um volume irregular de um lado só da entrada da vagina. É esse caroço que se sente ao tocar, ao sentar ou ao se depilar. Se ele infecciona, instala-se a bartolinite.

Cisto de Bartholin

Nódulo na entrada da vagina, geralmente de um lado só. Pode ser pequeno, indolor e passar despercebido — ou crescer e incomodar ao sentar, caminhar e na relação íntima.

Bartolinite (abscesso)

É o cisto infectado. A dor se torna intensa e constante, a região fica quente, inchada e avermelhada. É o quadro que costuma levar a mulher ao pronto atendimento.

Por que acontece

A obstrução do canal pode ocorrer por inflamações locais, espessamento da secreção ou pequenos traumas. Na maioria das vezes, não há um culpado — e não é culpa sua.

Sinais para ficar atenta

Só o exame ginecológico confirma o diagnóstico — outras condições da vulva podem parecer cisto de Bartholin. Mas estes são os sinais mais comuns.

01

Nódulo na entrada da vagina

Um "caroço" de um lado da entrada vaginal, que você percebe ao tomar banho, se depilar ou na relação. Se é indolor e pequeno, provavelmente é um cisto simples — ainda assim, merece avaliação.

02

Dor que piora rápido

Dor ao sentar, caminhar ou na vida íntima, que se intensifica em poucos dias, é o principal sinal de que o cisto está infeccionando e virando um abscesso.

03

Calor, inchaço e vermelhidão

A pele sobre o nódulo fica esticada, quente e avermelhada. Em alguns casos há febre e mal-estar. Esse conjunto indica infecção ativa — procure atendimento o quanto antes.

04

Crises que se repetem

Se você já teve bartolinite, drenou "de urgência" e o quadro voltou, isso não é azar: drenagens simples não tratam a causa. Casos recorrentes pedem tratamento definitivo.

Qual é a conduta adequada para cada caso

Não existe um tratamento único — existe o tratamento certo para o seu quadro. É isso que a avaliação presencial define.

Cisto pequeno e sem dor

Acompanhamento

Cistos pequenos e assintomáticos muitas vezes não precisam de procedimento: apenas acompanhamento e orientações. Intervir sem necessidade também é um erro — e aqui isso não acontece.

Abscesso agudo, com dor

Drenagem e marsupialização

O tratamento traz alívio imediato da dor. A marsupialização cria uma nova via de drenagem para a glândula, tratando a causa e reduzindo muito o risco de o quadro voltar.

Casos recorrentes

Laser CO2

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Quadros persistentes

Exérese da glândula

Quando as outras abordagens não resolvem, a remoção cirúrgica da glândula encerra definitivamente o ciclo de crises — com técnica delicada e cicatriz discreta.

Dra. Mila Cintra com aplicador de Laser CO2

Especialidade que faz toda a diferença

Pioneira em Sergipe

Primeira especialista em Ginecologia Estética e Funcional do estado — com formação específica e dedicação exclusiva à área.

Todas as opções em um só lugar

Do acompanhamento clínico à cirurgia e ao Laser CO2 — a conduta é escolhida pelo que é melhor para o seu caso, não pela limitação de recursos.

Formação de excelência

Medicina pela UFS, residência em GO em SP, pós-graduações na Unifesp, Instituto Crisp e Ginecologia Regenerativa.

+10.000 pacientes atendidas

Uma trajetória construída com técnica, cuidado e resultados que transformam vidas em Sergipe e além.

Suas perguntas, respondidas

Não. Manipular o abscesso em casa pode agravar a infecção, aumentar a dor e não resolve a causa — o quadro tende a voltar pior. Compressas mornas podem aliviar até a consulta, mas o tratamento precisa ser feito por uma ginecologista.

Não necessariamente. Na grande maioria dos casos, a obstrução da glândula acontece sem qualquer relação com higiene ou infecções sexualmente transmissíveis. É uma condição comum, que pode ocorrer com qualquer mulher — sem culpa e sem vergonha.

Cistos pequenos e sem sintomas podem regredir ou permanecer estáveis, apenas em acompanhamento. Mas quando há dor, crescimento ou sinais de infecção, o quadro dificilmente se resolve sozinho — e adiar o tratamento costuma significar mais dor.

Os procedimentos são realizados com anestesia adequada a cada caso, e o que a maioria das pacientes sente é justamente o contrário: alívio imediato da dor que o abscesso causava.

Depende da técnica utilizada, mas em geral é rápida: poucos dias de cuidados locais e retorno breve às atividades. Nas abordagens com Laser CO2, a recuperação tende a ser ainda mais confortável.

Sim. A recorrência é comum quando o quadro é tratado apenas com drenagens simples de urgência. Técnicas como a marsupialização e, nos casos indicados, o Laser CO2 ou a exérese da glândula interrompem o ciclo de crises de forma definitiva.

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